fechando as cortinas

Fechando as cortinas
recitei as palavras com convicção
dos que querem acreditar,
interpretei personagens
que devia interpretar,
Nos meus triste dias,sorria alegrias,
guardei o meu pranto,desfiz desencantos
fui voz e pensamento,espera e sentimento
colori o olhar e o coração
Agora,quando as últimas palavras serão ditas
última vez,último ato
para repeti-las, meus olhos despem as luzes
que enfeitam neste palco,
as ilusões pairam no ar,
tão leves como um talco a perfumar toda saudade enfim.
Agora, enquanto eu vejo que as cortinas vão fechando,
vou despindo,meus sonhos,um a um
vou mergulhando na platéia vazia,
sem saber de mim

Não me julgues

Não me julgues,
Não tentes entender-me
Sou como o vento,não tenho destino
Apenas passo...aproveita a brisa!
não me prendas,
não me possuas,
sou como água,se presa, evaporo
mate apenas a tua sede!
não tentes guarda-me
não me aprisiones
sou como as flores,colhida,feneço
guarda-me o perfume!
não me descrevas
não me modifiques
sou como um sonho,uma ilusão
não me acompanhes
não tentes seguir-me!
sou como um cometa,solitário
apenas admira-me
neste momento ,então, serei aquela
que te encontrará,por toda vida...

Quizera eu

Quisera eu agora estar
a receber os teus beijos,
a participar dos teus anseios
os teus cabelos afagar...
Quisera eu agora,
compartilhar do teu leito
aconchegar-me no teu peito
quisera eu, te beijar...
Ah! Como é grande a saudade
como esse desejo me invade
como eu queria estar...
Contigo neste jardim
ver-te sorrindo pra mim
como eu queria te amar!
Poder te ofertar uma flor
falar-te do meu amor
contar-te os meus segredos;
saber que estás me esperando
todos os dias do ano
saber... Onde você está...
Oh! Criatura da minha vida
és a alma mais querida,
onde estiver vou te buscar







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